RPER N.º 08

Análise “cross-section” e em painel da influência dos efeitos
espaciais na convergência dos sectores económicos
entre as regiões portuguesas.


Resumo:

A consideração de efeitos espaciais nas análises realizadas com unidades espaciais (regiões, etc) é cada vez mais frequente e para isso, entre outros, contribuiu o trabalho de Anselin (1988). Pelo que neste estudo analisa-se, através de métodos de estimação “cross-section e em painel, a influência dos efeitos espaciais na convergência condicionada da produtividade (produto por trabalhador) dos sectores económicos das NUTs III de Portugal Continental, de 1995 a 2002. Pela análise dos dados, considerando a estatística Moran´s I, constata-se que a produtividade está sujeita a autocorrelação espacial positiva (a produtividade de cada uma das regiões evolui de forma semelhante à produtividade das regiões vizinhas), sobretudo, na agricultura e nos serviços.

A indústria e eventualmente a totalidade dos sectores apresentam indícios de estarem sujeitos a autocorrelação positiva na produtividade. Por outro lado, constata-se que os sinais de convergência, tendo em conta nomeadamente o conceito de convergência absoluta , são maiores na indústria. Tendo em conta os resultados das estimações, confirma-se novamente que os indícios de convergência são maiores na indústria e verifica-se que os efeitos “spillovers” espaciais “spatial lag” (captam autocorrelação espacial através da variável dependente desfasada espacialmente) e “spatial error” (captam autocorrelação espacial através do termo de erro desfasado espacialmente) condicionam a convergência da produtividade dos diversos sectores económicos das regiões portuguesas, no período considerado, sendo os resultados obtidos nos métodos de estimação em painel mais satisfatórios.

Palavras-chave: Convergência, Produtividade, Regiões Portuguesas,
Efeitos Espaciais, Análises “Cross-Section” e em Painel.



Voltar