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A competitividade de um país depende, não só, do desempenho das empresas, mas também do de outras organizações privadas e muito em particular da Administração Central, Regional e Local.
É o Estado, através das suas instituições, nos diversos níveis (territoriais e sectoriais), que cria as condições estimulantes (ou não) para atrair empresas, quadros técnicos e população. A forma como o Estado se articula e relaciona com o sector privado, cooperativo, associativo e com a própria natureza imprime ao território dinâmicas próprias que condicionam, por sua vez, as dinâmicas de inovação e de desenvolvimento.
São diversos os factores que determinam e estruturam o ambiente empresarial e institucional, a nível nacional, regional e local. De entre eles salientaremos as acessibilidades físicas e sociais, segurança, ambiente ecológico e social, coerência nas políticas de desenvolvimento, ética relacional, estimulo à inovação e iniciativas empresariais.
De entre estas, a questão da ética relacional é talvez a que menos atenção tem merecido pelos estudiosos e analistas da inovação e desenvolvimento. Mas, felizmente, começam a surgir, sobretudo na comunicação social, algumas preocupações que não abordando directamente a problemática da ética relaciona, com ela se relacionam; é o caso, por exemplo, da corrupção e da burocracia.
Mas, também, o ordenamento do território é de importância vital para a competitividade. A sua visão sistémica e dinâmica e, em particular, a forma como os actores são envolvidos num processo que se deseja inovador, marcam as dinâmicas de inovação, competitividade e desenvolvimento. A necessidade de privilegiar a participação efectiva da população e dos diversos agentes interlocutores, num processo integrado e sinérgico, deve de forma crescente consolidar relacionamentos formais e informais, introduzindo formatos tecnológicos de articulação, criando inovação nas formas e nos conteúdos de ordenamento do território. Neste âmbito, o meio físico deve ser percebido como suporte alargado e complexo das actividades económicas e sociais, que se pretendem potenciar, de forma cooperante e inovadora, flexibilizando os modos relacionais, mas incrementando rigor e exigência, que aumente a qualidade física e social, contrariando um modelo relativamente estático do ordenamento.
As relações entre o homem e a natureza, a leitura e metodologia do ordenamento do território as relações entre instituições públicas, entre estas e o sector privado, dentro de cada instituição aos níveis vertical e horizontal, as relações entre e no seio das empresas instituições e cidadãos, constituirão a espinha dorsal do trabalho que pretendemos desenvolver.
Tentaremos mostrar como a ética relacional, a visão interactiva do território e o seu ordenamento, influenciam as dinâmicas de desenvolvimento e inovação.
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